21 de ago de 2017

Eu Não Sou Igreja, Mas Faço Parte Dela

Eu Não Sou Igreja, Mas Faço Parte Dela

E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.  (Hebreus 10: 24 - 25 )

Às vezes cometemos erros por "embarcar" em alguns clichês que satisfazem o nosso desejo rebelde. O que muitas vezes torna um prato cheio para o diabo. Um deles é dizer: "Eu sou a igreja!" Eu também já proferi essas palavras, me arrependo, pois, ao observar melhor as Escrituras, não vejo respaldo para essa afirmação.

O grande problema é a ideia errada que temos do que é igreja. O que as Sagradas Escrituras nos revela  é que somos templos do Senhor (1Co 3.16-17, 6.19, 2Co 6.16). A igreja não é o templo, mas sim o ajuntamento de pessoas, ou seja, a reunião dos templos vivos de Deus. Mesmo assim, essa falácia tem sido disseminada por aí.  Quando Jesus instituiu a igreja, essa palavra não tinha um sentido religioso.

O Dicionário Bíblico Wycliffe define assim: 
No Novo Testamento, a palavra “igreja” é uma tradução da palavra grega ekklesía, que nunca se refere a um lugar de adoração, mas tem em vista uma reunião de pessoas. Na maioria esmagadora dos casos, ekklesia indica uma associação local de crentes. (...) No mundo grego, a palavra ekklesia normalmente se refere a uma reunião. Também era usada tecnicamente para referir-se às assembléias regularmente agendadas dos cidadãos de uma cidade grega.

Uma pessoa sozinha não é igreja! Jesus é o cabeça da igreja e disse que estaria no meio onde dois ou mais estivessem reunidos. Se alguém está sozinho e Jesus está nessa pessoa (isso é uma verdade bíblica),  isso faz dela um templo, morada de Deus. Quando essa pessoa (morada de Deus) se une a outros pares, então Cristo estará no meio e a igreja está formada.

Jesus não está dissociado de Sua igreja. Ao declarar que "eu sou a igreja", declaramos nossa independência e praticamos a intolerância  porque julgamos que "estamos acima da média" (talvez essa não seja uma intenção consciente).  Muitas vezes essa é uma forma de dizermos "não tenho nada com os erros cometidos dentro da igreja, eu estou fora desse rolo". Mas todos nós pecamos. Pecados podem diferenciar-se uns dos outros em sua forma e execução, mas continuam sendo pecados e nisso nos tornamos parecidos: pecadores perdoados por Cristo.

Os homens tornam a igreja de Cristo um lugar distante do idealizado por muitos de nós. Mas Jesus já havia declarado que haveriam os escândalos (Mt 18.7). Apesar de tudo que vemos e ouvimos por aí, creiamos que está  tudo sob o controle de Deus!

Algumas das finalidades de nos reunirmos como igreja estão listadas nos versículos em epígrafe desse texto: 
1) incentivar uns aos outros ao amor; 
2) incentivar uns aos outros à prática das boas obras; 
3) encorajarmos uns aos outros. 
E isso não será possível se não estivermos inseridos na comunidade. Afinal o amor não busca o próprio interesse. Se amamos a Cristo busquemos os interesses dEle, assumamos a nossa responsabilidade de, como igreja, cumprir o nosso papel de incentivar e encorajar, mantendo-nos  firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor .(1 Corintios 15: 58)

11 de jul de 2017

Entenda a Visão de Viver Pela Lei ou Graça

Entenda a Visão de Viver Pela Lei ou Graça

Graça de Deus Respeito ao Próximo
Deus nos fala em situações do cotidiano, essa é uma daquelas experiências em que Deus esclarece sua Palavra.

Lei x Graça. Este é um assunto muito debatido e mau compreendido. Gostaria de deixar minha contribuição para o crescimento do corpo de Cristo.

Moro numa cidade que, como na maioria do Brasil, tem lei sobre assentos preferenciais nos ônibus coletivos (aqueles para idosos, grávidas, etc..). E foi nesse ambiente que Deus ministrou ao meu coração a diferença entre viver pela Lei e viver pela Graça de Deus.

Bem vamos ao que interessa! Existe uma lei municipal que diz que esses lugares reservados podem ser ocupados por qualquer indivíduo, desde que não haja alguém no ambiente que preencha os requisitos dessa lei (idosos, mulheres grávidas, deficientes físicos, etc..). Caso contrário deve-se ceder o lugar a essas pessoas. Temos duas situações básicas: 1) Aqueles que não respeitam a lei e não cedem seu lugar, já que não há uma pena para o descumprimento deste regulamento. 2) Aqueles que, prontamente, ao ver pessoas que preenchem os tais requisitos, cedem seus lugares.

Não vamos nem falar do primeiro tipo, pois não merecem nossa atenção, apenas o desprezo. Talvez você seja uma das pessoas que se enquadram no segundo tipo e cedem gentilmente o lugar pra cumprimento da regra exposta. E por isso se sinta até orgulhoso por isso.

Mas posso citar um terceiro tipo de pessoas: Aquelas que mesmo sentadas em assentos não reservados e, portanto, fora do alcance desta lei, vendo outras que preencham os requisitos ou não, cedem gentilmente seus lugares.

Nesse ponto nós começamos a separar a Lei da Graça: Quando realizamos algo apenas porque existe uma lei que “obriga a fazer”, vivemos pela Lei e, segundo Jesus somos “servos inúteis”. Mas quando fazemos algo simplesmente porque queremos fazer o que é certo, por amor a Deus e as pessoas, vivemos pela graça.
Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos [somente] o que devíamos fazer. (Lc 17:10)
Voltando a nossa ilustração, Graça é quando você cede o lugar, mesmo quando não há lei para isso, simplesmente pelo fato de ser gentil e demonstrar amor com o seu próximo.
Porque toda a lei se cumpre numa [só] palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. (Gl 5:14)
A graça nos exime da “obrigação de fazer” e substitui pela “satisfação em fazer”. A escolha somos nós que fazemos. Agora devemos fazer por que amamos a Deus e procuramos fazer o que é certo. Vencer nossa natureza carnal é um dos grandes desafios do Evangelho.

Deus os abençoe!